Empresa ligada ao 'Jovem Aprendiz' que mantém contratos com o governo do TO é alvo de investigação

  • 12/05/2026
(Foto: Reprodução)
Investigação de SP tem como alvo empresa com contratos no Governo do TO A Polícia Civil de São Paulo investiga contratos da Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi) com o setor público por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC. No Tocantins, a entidade mantém um contrato milionário com o governo estadual para a execução do programa Jovem Trabalhador. O fundador da Renapsi é Adair de Freitas Meira, empresário em Goiás. Ele foi preso no fim de abril, em Goiânia. O empresário é investigado por suspeita de lavar cerca de R$ 30 milhões para o PCC, utilizando repasses da Renapsi e de outras empresas ligadas a ele. LEIA TAMBÉM Parceria de R$ 237 milhões entre Governo de MG e entidade fundada por suspeito de elo com PCC: o que se sabe Presidente de fundação e dono de veículo de comunicação é preso suspeito de movimentar milhões do PCC Dono de ONG é preso em ação contra PCC suspeito de lavar R$ 34 milhões A empresa mantém contratos com o governo do Tocantins. Apesar de auditorias e sindicâncias apontarem irregularidades envolvendo a Renapsi desde 2021, o governo formalizou, em julho de 2022, um contrato de mais de R$ 107 milhões com a entidade. O vínculo chegou a ser suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e por auditorias do próprio governo, diante de suspeitas de pagamentos a jovens “fantasmas”, mas foi mantido para garantir o salário de cerca de 1.500 aprendizes. O governo do Tocantins, por meio da Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), afirmou que o programa Jovem Trabalhador não é alvo da investigação. A pasta informou ainda que os contratos seguem critérios legais e têm respaldo do Ministério Público Estadual. Segundo a nota, a investigação conduzida em São Paulo não tem relação com os contratos do governo estadual e não cabe à secretaria monitorar movimentações financeiras de pessoas físicas ou entidades. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Segundo a investigação, Adair teria determinado transferências milionárias da Renapsi para a fintech Forte Bank. O banco digital, de acordo com a polícia, era usado pelo PCC e comandado por João Gabriel Iaoamaki, apontado como principal operador do esquema. A instituição mantinha um endereço de fachada em uma sala comercial na Avenida Teotônio Segurado, em Palmas. O delegado Fabrício Intelizano, que conduz a investigação em São Paulo, afirmou que o local era usado como base operacional para movimentar valores “por baixo do radar”. João Gabriel foi detido no Tocantins em março, durante uma operação que apreendeu meia tonelada de cocaína, e transferido para São Paulo em abril. A defesa de João Gabriel Iaoamaki afirmou que ele é inocente e que nunca integrou organização criminosa. O advogado disse ainda que a operação não tem relação com o governo do Tocantins e que as investigações estão em fase inicial. A defesa informou que só irá se manifestar quando houver denúncia formal. A Polícia Civil de São Paulo informou que deve oficiar estados e prefeituras que mantêm contratos com a Renapsi para evitar novos repasses de verbas públicas enquanto a investigação avança. A reportagem da TV Anhanguera não localizou a defesa da Forte Bank. No Tocantins, entidade recebe cerca de R$ 2 milhões mensais do governo para gerir programa de aprendizes Divulgação Em nota, a defesa de Adair Meira disse que refuta qualquer associação do empresário com organizações criminosas ou práticas ilícitas. Afirmou ainda que as acusações de saques e transferências não têm respaldo em fatos concretos e que ele não exerce mandato na Renapsi. A defesa informou também que já manifestou interesse em prestar esclarecimentos à polícia e que confia na Justiça. Já a Renapsi afirmou, em nota, que não é alvo da investigação e que Adair Meira não integra conselhos nem possui cargo na instituição. A entidade reafirmou o compromisso com a transparência e informou que já adotou medidas internas para apurar os fatos. Destacou ainda que segue dedicada à inclusão de jovens em todo o país. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

FONTE: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2026/05/12/empresa-ligada-ao-jovem-aprendiz-que-mantem-contratos-com-o-governo-do-to-e-alvo-de-investigacao.ghtml


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