Sorteios e doações para igreja: veja o que se sabe sobre influenciadora suspeita de movimentar R$ 20 milhões com jogos ilegais

  • 15/05/2026
(Foto: Reprodução)
Operação policial combate exploração de jogos ilegais de azar Um grupo suspeito de exploração de jogos ilegais de azar em plataformas digitais e lavagem de dinheiro está sendo investigado pela Polícia Civil em Palmas. A principal investigada é uma influenciadora digital, apontada como uma das responsáveis por divulgar plataformas e sorteios irregulares nas redes sociais, movimentando mais de R$ 20 milhões em um ano. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira (14), na primeira etapa da Operação Tigre de Areia. A mãe da influenciadora é uma das investigadas no suposto esquema. Veja o que se sabe sobre a investigação. O que é a Operação Tigre de Areia? A ação investiga um grupo suspeito de exploração ilegal de jogos de azar, promoção de sorteios sem autorização, associação criminosa e lavagem de dinheiro em Palmas. A ação cumpriu, até o momento, seis mandados de busca e apreensão e incluiu medidas como bloqueio de contas, apreensão de três veículos, três casas e sete lotes e a suspensão de perfis em redes sociais supostamente usados para divulgar apostas. LEIA MAIS Operação cumpre mandados de busca contra mãe e filha suspeitas de movimentar mais de R$ 20 milhões com jogos de azar em Palmas Saiba quem é a influenciadora alvo de operação por suspeita de movimentar R$ 20 milhões com jogos de azar Mãe suspeita de movimentar mais de R$ 20 milhões com jogos de azar se declarava faxineira, diz polícia Mãe e filha investigadas por jogos de azar são suspeitas de usar igrejas para movimentar dinheiro, aponta decisão Quem é a influenciadora investigada? A principal investigada é a influenciadora digital Lara Luiza Cabral Dias, que acumula cerca de 19 mil seguidores nas redes sociais. Segundo a investigação, ela publicava conteúdos de viagens, mensagens de fé e também promovia sorteios e plataformas de apostas. O perfil passou a focar nesse tipo de conteúdo a partir de 2023. Influenciadora de Palmas é investigada na Operação Tigre de Areia Divulgação/Redes Sociais Quanto dinheiro o grupo teria movimentado? A polícia aponta que o grupo movimentou um valor superior a R$ 20 milhões em aproximadamente um ano. Os valores são considerados incompatíveis com a renda declarada dos investigados. A influenciadora declarava ganhos mensais inferiores a R$ 4 mil, enquanto a mãe, que também é investigada, declarava ocupação de faxineira e renda de pouco mais de R$ 3 mil. Só a mãe teria movimentado cerca de R$ 9 milhões no período investigado. Como funcionava o suposto esquema de jogos ilegais? De acordo com informações da polícia, havia uma estrutura organizada para divulgar plataformas de apostas online ilegais e sorteios sem autorização, principalmente por meio de redes sociais. A estratégia incluía atrair seguidores com conteúdos variados e direcioná-los a serviços de apostas que não tinham autorização legal para operar no Brasil. O valor adquirido através do esquema era espalhado para dificultar o rastreamento do dinheiro. Como o dinheiro era movimentado e ocultado? O grupo é suspeito de usar técnicas de lavagem de dinheiro, como: empresas de fachada; contas bancárias de terceiros e familiares; transferências fracionadas (“pulverização” de valores); distribuição de valores para diferentes contas para dificultar rastreamento. Essas práticas são frequentemente associadas à ocultação da origem de recursos ilícitos. Qual é a suspeita envolvendo igrejas? De acordo com a apuração, os valores eram fracionados e distribuídos para diferentes contas bancárias, incluindo contas vinculadas a igrejas. Esse método cria uma cadeia mais complexa, dificultando a identificação de um fluxo direto de dinheiro ilícito de origem e destino final de recursos. A polícia ainda apura se as transferências para as igrejas eram dízimos reais ou parte do esquema. O contador Thiago Schüler explica que receber o dinheiro não é crime por si só. A lavagem de dinheiro só acontece se o recurso voltar para o criminoso. "A lavagem tem que ir e voltar. A igreja teria que aplicar o recurso em algo do interesse do doador, como a compra de um imóvel ou investimentos para beneficiar o grupo", detalha. Quais medidas foram tomadas pela Justiça? Durante a Operação Tigre de Areia, a Justiça autorizou uma série de medidas para interromper o fluxo financeiro do grupo investigado e preservar provas. Foram suspensos perfis em redes sociais que, segundo a investigação, eram utilizados para divulgar jogos de azar ilegais e sorteios não autorizados. Três casas e sete lotes em diferentes regiões, além de três veículos, foram apreendidos. Além disso, contas bancárias e outros ativos financeiros dos investigados foram bloqueados. A Justiça também determinou a quebra do sigilo de dados, permitindo o acesso a informações em celulares, computadores e na nuvem. Isso deve ajudar a polícia a identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento das movimentações financeiras. Justiça determinou bloqueio de bens e suspensão de redes sociais Divulgação/SSP Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

FONTE: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2026/05/15/sorteios-e-doacoes-para-igreja-veja-o-que-se-sabe-sobre-influenciadora-suspeita-de-movimentar-r-20-milhoes-com-jogos-ilegais.ghtml


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